Como a FGV Cobra Coesão, Coerência e Reescrita? | TJMS 2026 | Aula 04

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Coesão, coerência e reescrita formam um conjunto de assuntos muito recorrente em provas da FGV. A banca costuma apresentar uma frase ou um pequeno trecho e perguntar se determinada alteração mantém a correção gramatical e o sentido original. Para acertar, o candidato precisa observar ao mesmo tempo estrutura sintática, conectivos, referentes e relações de sentido.

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Como a FGV Cobra Coesão, Coerência e Reescrita? | TJMS 2026 | Aula 04

Por que esses três assuntos aparecem juntos

Coesão diz respeito às ligações linguísticas entre as partes do texto. Coerência está relacionada à lógica global e à compatibilidade das ideias. Reescrita exige verificar se uma nova formulação preserva a gramática e o sentido. Em uma única questão, a FGV pode explorar os três aspectos.

Quando uma conjunção é trocada, por exemplo, o candidato precisa saber se a substituição é gramaticalmente possível e se a relação lógica permanece a mesma. Trocar “embora” por “porque” pode manter a estrutura da frase, mas altera uma relação concessiva para causal.

Coesão referencial

A coesão referencial ocorre quando um elemento retoma outro. Pronomes, sinônimos, expressões nominais e elipses podem cumprir essa função. Em “A servidora apresentou o relatório. Ela também entregou os anexos”, o pronome “ela” retoma “a servidora”.

Em questões mais difíceis, existem dois ou mais possíveis referentes. Nesse caso, não basta escolher o substantivo mais próximo. É necessário verificar concordância, sentido e continuidade temática.

Coesão sequencial

A coesão sequencial organiza a progressão das ideias. Conectivos como “portanto”, “além disso”, “contudo”, “porque” e “embora” indicam relações entre orações ou parágrafos. A banca pode perguntar qual é o valor semântico de um conectivo ou qual palavra poderia substituí-lo.

Uma estratégia segura é nomear mentalmente a relação antes de analisar a alternativa: causa, consequência, oposição, concessão, condição, conclusão, finalidade ou explicação. Só depois compare as opções.

Coerência não depende apenas da gramática

Uma frase pode estar gramaticalmente correta e ainda ser incoerente no contexto. A coerência depende das informações apresentadas, das relações lógicas e do conhecimento compartilhado entre autor e leitor. Por isso, a análise deve ultrapassar a superfície da frase.

Considere: “O candidato não estudou nenhuma matéria; por isso, dominava todo o conteúdo”. A conexão é formalmente possível, mas a conclusão entra em choque com a premissa. Em uma reescrita, mudanças pequenas podem criar contradições desse tipo.

Reescrita com preservação de sentido

Quando o comando afirma “sem alteração de sentido”, o candidato deve comparar o enunciado original e a nova versão. Verifique quem pratica a ação, sobre quem ela recai, qual relação temporal existe e quais relações lógicas são expressas.

A mudança da voz ativa para a passiva pode preservar o conteúdo básico: “A comissão analisou os recursos” e “Os recursos foram analisados pela comissão”. Entretanto, outras mudanças de ordem podem alterar foco, ambiguidade ou referência.

Pontuação também interfere no sentido

Vírgulas não são apenas pausas. Elas podem delimitar orações, separar termos deslocados e alterar a interpretação. Em certas estruturas, inserir ou retirar uma vírgula transforma uma oração restritiva em explicativa e muda a abrangência do enunciado.

Por isso, uma questão de reescrita pode parecer tratar apenas de pontuação, mas também envolver coerência e precisão semântica.

Pronomes e ambiguidade

A substituição de um substantivo por pronome pode economizar palavras, mas também gerar ambiguidade. Se há dois substantivos compatíveis com “ele” ou “ela”, a nova versão pode ficar menos clara. A banca pode considerar incorreta uma reescrita que cria dupla interpretação.

Ao testar uma substituição, pergunte: o referente continua inequívoco? O leitor sabe exatamente de quem ou do que se fala?

Ordem dos termos

A língua portuguesa permite certa mobilidade sintática, mas a mudança de ordem pode modificar ênfase ou gerar ambiguidade. Adjetivos, advérbios e expressões preposicionadas merecem atenção especial. “Apenas o servidor entregou o documento” não significa exatamente o mesmo que “O servidor entregou apenas o documento”.

Em questões da FGV, observe a posição de palavras restritivas, negativas e modalizadoras. Elas podem alterar o alcance do que está sendo afirmado.

Passo a passo para questões de reescrita

  1. Leia o comando e identifique o que deve ser preservado.
  2. Compare sujeito, verbo e complementos nas duas versões.
  3. Observe conectivos e relações de sentido.
  4. Verifique referências pronominais e possíveis ambiguidades.
  5. Analise a pontuação e o alcance de advérbios.
  6. Somente depois confira a correção gramatical global.

Erros comuns

Um erro frequente é aprovar uma alternativa porque ela “soa bem”. Outro é olhar apenas para a concordância e ignorar o sentido. Também é comum tratar sinônimos como se fossem intercambiáveis em qualquer contexto. Em texto, o valor das palavras depende da frase em que aparecem.

Como estudar para a FGV

Resolva questões e classifique seus erros. Separe-os em categorias: conectivo, referência, pontuação, voz verbal, ordem dos termos, ambiguidade ou mudança de sentido. Essa classificação mostra quais mecanismos de reescrita mais causam dificuldade.

Também vale reescrever você mesmo frases corretas. Transforme ativa em passiva, troque conectivos, desloque adjuntos e substitua expressões por pronomes. Depois, compare o resultado e explique o que mudou.

Em resumo: nas questões de coesão, coerência e reescrita, a FGV exige leitura precisa. A alternativa correta precisa funcionar gramaticalmente e manter as relações de sentido exigidas pelo comando. Assista ao vídeo acima e aplique o roteiro de análise em questões anteriores para transformar esse processo em hábito.

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