Concordância verbal na Vunesp: como resolver questões

Concordância verbal na Vunesp: como resolver questões

Concordância verbal na Vunesp exige atenção ao núcleo do sujeito, à posição dos termos e a construções que fogem do padrão mais simples. A banca costuma inserir o verbo longe do sujeito, usar expressões partitivas, porcentagens, pronomes relativos ou estruturas com “se” para testar a análise sintática.

Publicidade

O caminho mais seguro não é tentar “ouvir” qual forma parece melhor. Primeiro identifique o sujeito e seu núcleo; depois aplique a regra adequada.

Regra geral de concordância verbal

Em regra, o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

Em “os candidatos chegaram cedo”, o núcleo do sujeito é “candidatos”, no plural, e o verbo também vai ao plural. Em “a candidata chegou cedo”, núcleo e verbo ficam no singular.

Não concorde com o termo mais próximo

Uma armadilha comum é colocar entre o núcleo do sujeito e o verbo uma expressão no plural.

Exemplo: “O conjunto de questões exige atenção.” O núcleo do sujeito é “conjunto”, e não “questões”. A proximidade do plural não muda a concordância básica.

Expressões partitivas

Construções como “a maioria de”, “grande parte de” e “a maior parte de” podem admitir concordância com o núcleo singular ou, em determinados contextos, com o termo plural que completa a expressão.

Exemplo: “A maioria dos candidatos chegou” ou “A maioria dos candidatos chegaram”. A análise depende da regra específica e do efeito de concordância adotado.

Esse caso é diferente de expressões que apenas apresentam um núcleo singular seguido de complemento, por isso a classificação sintática precisa vir antes da escolha verbal.

Porcentagem

Com porcentagens, a concordância pode depender do número expresso e do termo especificador.

Em “1% dos candidatos faltou” e “20% dos candidatos faltaram”, a porcentagem influencia diretamente a flexão. Quando há termo especificador, a construção pode exigir análise mais detalhada conforme a estrutura.

Pronome relativo “que”

Quando o sujeito da oração relativa é o pronome “que”, o verbo normalmente concorda com o antecedente.

Em “fui eu que resolvi a questão”, “que” retoma “eu”, e a concordância acompanha esse antecedente.

Para revisar retomadas e antecedentes, consulte pronomes e referenciação.

Pronome relativo “quem”

Com “quem”, há particularidades. É comum o verbo aparecer na terceira pessoa do singular: “fui eu quem resolveu”. Em determinadas construções e tradições gramaticais, também pode ocorrer concordância com o antecedente.

Em prova, observe a norma cobrada e a estrutura específica apresentada.

Verbo “haver” com sentido de existir

Quando “haver” tem sentido de existir, ocorrer ou acontecer, é impessoal e fica na terceira pessoa do singular.

Exemplo: “Havia muitas questões difíceis.” O termo “muitas questões difíceis” não é sujeito do verbo “haver” nessa construção.

Verbo “existir”

Diferentemente de “haver” impessoal, o verbo “existir” possui sujeito e concorda normalmente.

“Existiam muitas questões difíceis.” Aqui, “muitas questões difíceis” funciona como sujeito.

Verbo “fazer” indicando tempo

Quando “fazer” indica tempo decorrido ou fenômeno meteorológico, é impessoal e permanece no singular.

Exemplo: “Faz dois anos que ele estuda para concursos.”

Partícula “se”

Construções com “se” exigem identificar se há voz passiva sintética ou índice de indeterminação do sujeito.

Em “vendem-se livros”, “livros” é sujeito paciente; por isso o verbo vai ao plural. Em “precisa-se de servidores”, a preposição impede que “servidores” seja sujeito, e o verbo permanece no singular.

Sujeito composto

Quando o sujeito possui mais de um núcleo, o verbo normalmente vai ao plural.

“O edital e o cronograma foram publicados.” Há dois núcleos: “edital” e “cronograma”.

Se o sujeito composto vier depois do verbo, certas construções admitem concordância mais próxima, dependendo da norma e do contexto. É importante observar a formulação exata.

Nomes próprios no plural

Topônimos e títulos no plural podem apresentar regras específicas conforme o uso de artigo. Não basta olhar a terminação da palavra; é preciso analisar como o nome funciona na frase.

Como a Vunesp costuma cobrar

A Vunesp frequentemente apresenta alternativas de reescrita e pergunta qual mantém a correção gramatical. Também pode destacar o verbo e exigir identificação do termo com que ele concorda.

Por isso, leia a oração buscando o núcleo do sujeito antes de avaliar a flexão verbal.

Passo a passo para resolver

  1. Localize o verbo.
  2. Pergunte quem ou o que pratica ou sofre a ação.
  3. Identifique o núcleo do sujeito.
  4. Veja se existe caso especial. Haver, fazer, porcentagem, partitivo, relativo ou partícula “se”.
  5. Ignore distrações de proximidade. O termo mais perto do verbo nem sempre controla a concordância.
  6. Teste a alternativa completa. Uma frase pode acertar a concordância e errar outro aspecto gramatical.

Resumo

  • o verbo concorda, em regra, com o núcleo do sujeito;
  • termos entre sujeito e verbo podem distrair;
  • “haver” com sentido de existir é impessoal;
  • “existir” concorda com seu sujeito;
  • “fazer” indicando tempo permanece no singular;
  • a partícula “se” exige diferenciar passiva sintética e indeterminação;
  • na Vunesp, a análise sintática é mais segura do que a intuição.

Para entender o perfil geral da organizadora, veja também Vunesp em concursos: como são as provas e como se preparar. Em concordância, identificar corretamente o sujeito resolve grande parte das questões.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *