Hacker revela os horrores que existem na Deep Web

Nos últimos dias, o misterioso reino da Deep Web voltou a ser foco de atenção, graças às revelações de um hacker experiente. Este cibercriminoso veterano lançou luz sobre este enigmático canto da internet onde indivíduos, muitas vezes protegidos pela anonimidade, cometem uma infinidade de crimes. Desde hackers a assassinos de aluguel e traficantes de drogas, a dark web está repleta de atividades clandestinas.

O que é a Deep Web?

Agora, você pode se perguntar, o que exatamente é a Deep Web? Imagine a internet que você acessa diariamente—redes sociais, sites de notícias, blogs. Todo esse conteúdo, surpreendentemente, representa apenas cerca de 10 a 20% de toda a internet. O vasto restante, aproximadamente 90%, é o que nos referimos como a Deep Web. É um vasto espaço que abriga inúmeras páginas web que, embora não sejam abertamente acessíveis a todos, não são necessariamente ilegais.

Mas vamos aprofundar ainda mais. Dentro da Deep Web existe uma seção ainda mais encoberta, constituindo meros 0,1% da rede – é a Dark Web. Acessar esta seção não é simples. Para se aventurar neste reino, seria necessário plataformas como i2p, FreeNet e, mais proeminentemente, Tor (The Onion Router). O Tor se destaca, pois oferece uma variedade de sites criptografados. Os usuários podem desfrutar de total anonimato online, graças às intrincadas camadas de segurança e criptografia do Tor.

Os cantos sombrios da Dark Web

Um estudo recente destacou um número surpreendente: existem aproximadamente 2,6 milhões de usuários diários do Tor. No entanto, nem tudo é tão positivo. O mesmo estudo revelou um fato sombrio: cerca de 80% do tráfego do Tor é direcionado para sites que promovem pornografia ilegal, conforme divulgado por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália na plataforma ‘The Conversation‘. Entre outros, ainda estavam sites que promoviam assassinatos de aluguel, tráfico humano e venda de drogas.

A dark web foi projetada especificamente para fornecer anonimato tanto para os usuários quanto para os operadores de sites. As redes, como o Tor (The Onion Router), usam múltiplos nós e camadas de criptografia para ocultar a origem e o destino dos dados, tornando muito difícil identificar onde um site está fisicamente hospedado. Mesmo que as autoridades identifiquem um servidor físico, ele pode estar localizado em um país com leis diferentes ou em um local onde a cooperação com as autoridades externas é limitada. Isso pode tornar a ação legal ou a apreensão muito difícil.

Outro estudo estimou que 53,4% dos cerca de 170.000 domínios da Deep Web ativos continham conteúdo legal, sugerindo que 46,6% dos serviços tinham conteúdo ilegal ou em uma área cinzenta.

Hacker do bem

Curiosamente, essa discussão sobre a Dark e Deep Web nos remete a uma entrevista de 2021 conduzida pela VICE, onde um hacker anônimo, sua identidade oculta por uma máscara, foi o protagonista. Esta entrevista específica recentemente ressurgiu e rapidamente se tornou uma sensação na internet. A jornada do hacker é cativante. Ele começou como cibercriminoso, orquestrando ataques para ganho pessoal. Avançando para o presente, ele fez a transição para um papel de White Hat — hackers éticos dedicados a identificar e corrigir vulnerabilidades online. Como ele comentou candidamente, “White hats operam sob um código de ética. Eles trabalham em prol do bem comum, sempre alinhados com a lei.”

Ele continuou a compartilhar uma observação instigante. Houve um tempo em que desestabilizar uma nação, como os Estados Unidos, exigia massivos investimentos financeiros. Hoje, a paisagem mudou dramaticamente. Com apenas alguns milhares de dólares e um computador pessoal, é possível codificar e executar hacks disruptivos.

Além das histórias de hackers e do fascínio da Deep Web, existe uma ameaça ainda mais sinistra: o ransomware. Esta forma de malware tornou-se a arma de escolha de muitos hackers, pois eles atacam empresas, mercados financeiros e até empresas de produção de eletricidade. A premissa é simples, porém devastadora. O ransomware bloqueia os usuários de seus sistemas de computador, mantendo seus dados como reféns. As vítimas são então confrontadas com uma escolha assustadora: pagar um resgate pela liberação de seus dados ou perdê-los para sempre. Esse software malicioso pode até mesmo bloquear as telas dos computadores, aumentando a pressão sobre as vítimas para que paguem.

Embora grandes corporações, cientes da ameaça iminente, destinem vastas somas para a segurança cibernética, pequenas empresas se encontram em uma posição perigosa. Muitas vezes, por falta de recursos para se defender desses ataques cibernéticos, elas se tornam presas fáceis para os hackers.

Em conclusão, a dark web e deep web é um vasto reino enigmático, uma espada de dois gumes que oferece tanto anonimato quanto perigo. Com a era digital a todo vapor, é imperativo permanecer vigilante, protegendo-nos das ameaças ocultas deste abismo digital. Afinal, conhecimento é poder e entender os nuances da deep web é nossa primeira linha de defesa neste cenário cibernético em constante evolução.