A nomofobia está aumentando – você a tem?

Lembra dos dias antes dos smartphones dominarem nossas vidas? Se isso parece uma memória distante, você não está sozinho. Esses dispositivos tornaram-se rapidamente fundamentais para nossas rotinas diárias. Tanto que a simples ideia de ficar sem eles pode induzir pânico em algumas pessoas. Apresentamos a “nomofobia”, o crescente medo com o qual muitos de nós podemos estar lidando sem saber.

Agora, se você está se perguntando de onde vem o termo “nomofobia”, ele é derivado de “no mobile phone phobia” (fobia de não ter celular). Captura vividamente aquele sentimento desesperador quando você percebe que deixou o telefone em casa ou quando ele descarrega no pior momento possível. Dado que nossos telefones não são apenas para chamadas e mensagens – são nossos mapas, carteiras, fontes de notícias e muito mais – não é surpresa que alguns se sintam desorientados sem eles.

Mas há quanto tempo isso existe? O termo “nomofobia” não é tão novo quanto você pode pensar. Remontando a 2008, um estudo no Reino Unido revelou uma revelação surpreendente: cerca de metade dos usuários de telefones celulares sentiam ansiedade quando não podiam acessar seus smartphones, não tinham cobertura de rede ou, lembra disso, ficavam sem crédito. Desde então, diversos estudos respaldaram esses achados. Por exemplo, uma pesquisa de 2017 revelou que 60% dos estudantes de medicina do primeiro ano tinham “nomofobia moderada”, com adicionais 22,1% descritos como “severos”.

Se você está tentando desvendar a psicologia por trás da nomofobia, está em boa companhia. Um estudo recente liderado pela diligente equipe da Universidade Bartin na Turquia aprofundou-se na relação entre a nomofobia e vários fatores psicológicos, como inteligência emocional, solução de problemas interpessoais e autoestima. O objetivo? Descobrir se aqueles susceptíveis à nomofobia eram mais propensos a sentir estresse devido à falta de conectividade ou talvez tivessem problemas subjacentes de autoestima que poderiam afetar as interações sociais.

Curiosamente, enquanto inicialmente se acreditava que uma maior inteligência emocional poderia servir como um escudo contra a nomofobia, os resultados mostraram uma história diferente. O estudo não encontrou correlação direta entre a inteligência emocional e a fobia. Surpreendentemente, a nomofobia também não impactou significativamente o estresse percebido. No entanto, surgiu uma ligação clara: indivíduos com habilidades de solução de problemas interpessoais mais fortes eram menos propensos a experimentar nomofobia e o estresse relacionado. Um ponto positivo para as pessoas que conseguem navegar por situações sociais e resolver problemas com eficiência!

Contudo, a questão maior permanece: você, ou alguém que você conhece, poderia estar experimentando nomofobia?

Embora seja evidente que a nomofobia está ganhando terreno, vale ressaltar que ela ainda não fez sua entrada oficial no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), a reverenciada bíblia diagnóstica usada por profissionais de saúde mental nos EUA. No entanto, o DSM-5 reconhece a “fobia específica”, que é definida como um “medo ou ansiedade marcante sobre um objeto ou situação específica”. Isso poderia incluir o desconforto de ficar sem celular.

Então, como se parece a nomofobia? Seus sintomas são estranhamente familiares a outras fobias. Imagine sentir medo ou pânico genuíno quando seu telefone está inacessível, ou apenas o mero pensamento de se separar do dispositivo faz seus níveis de ansiedade dispararem. Para alguns, pode se manifestar como reações físicas, como tremores, suor, palpitações ou uma sensação de aperto no peito. Aqueles com nomofobia muitas vezes tomam grandes medidas para garantir que seu telefone permaneça ao alcance, checando obsessivamente as notificações mesmo quando não é necessário.

Mas antes de tirar conclusões precipitadas, ter o telefone por perto não te rotula automaticamente com nomofobia. É quando essa necessidade interrompe sua vida diária ou desencadeia sintomas de ansiedade que pode ser hora de refletir. E se você se identificar com esses sinais, sempre é sábio procurar aconselhamento de um especialista em saúde.

Ah, e um lembrete rápido: se o seu smartphone é seu fiel escudeiro, sempre o acompanhando aonde quer que vá, pode ser uma boa ideia dar uma boa limpeza nele de vez em quando.

Para concluir, à medida que a tecnologia continua a evoluir e se tornar uma parte ainda mais integrante de nossas vidas, é essencial entender os efeitos que ela pode ter em nosso bem-estar mental. A nomofobia, como destacado no Journal of Technology in Behavioral Science, é apenas um desses fenômenos modernos que iluminam nossa relação intrincada com a tecnologia. Portanto, fique informado, esteja ciente e sempre priorize sua saúde mental e emocional neste mundo sempre conectado.